quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Acidente ou Negligência?


Hoje um ciclista foi morto na Av. Barão de Mauá, em Mauá. Morreu “na mão”, porém, “atrapalhando o tráfego”.

O motorista disse que o ciclista “estava trafegando do lado direito da via quando se desequilibrou e caiu debaixo da roda traseira”, e ainda: ”tentei freiar o caminhão, mas como estava carregado não foi possível”

E assim, o motorista se tornou um assassino, mesmo “sem querer”.

Pela descrição, dá pra imaginar que ele não guardou uma distância segura do ciclista, nem mesmo estava a uma velocidade segura, pois “não foi possível” frear o caminhão.

Acidente é você se desequilibrar e cair da bicicleta, levantar desenchavido, contabilizar os arranhões e o joelho ralado, abrir um sorriso amarelo pro primeiro que perguntar: “se machucou?”, sentar novamente na bike e se esquecer de olhar pra trás… isso é um acidente.

Não é acidente que uma cidade com MILHARES de pessoas circulando diariamente de bicicleta (sem poluição sonora ou do ar, praticamente de graça, de forma saudável e sem causar congestionamentos), não tenha R$ 1,00 investido em estrutura cicloviária.

Isso não é acidente, é uma escolha política por uma sociedade que polui e congestiona suas cidades em nome do lucro de alguns e ainda mata os que optam (ou são obrigados) a se transportar e viver de outra forma.

Em nome dos Acidentes, que nossas vidas não sejam mais negligenciadas, em especial por nós mesmos.

Continuemos indo de bike. Nossos sentimentos aos familiares e amigos.

Foto e informações: http://www.mauamais.com.br/cotidiano37.html
Originalmente postado em www.bicicletadaabc.wordpress.com

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Os Livros da Estante...



... servem pra juntar poeira. Já quando estão abertos e nas mãos de um(a) leitor(a) dedicad@, parecem abrir asas e nos levam pra onde querem, sem mesmo pedir licença. Quando termino de ler um livro, geralmente fico tagarelando sobre ele, e mastigando suas páginas no meu interior. Muitos encontram algum local por lá, e parecem também constituir o que sou.


Por isso também decidi tentar compartilhar meus livros aqui pelo blog lá no blog novo, quem sabe com pessoas que já os tenham lido e possamos trocar impressões, quem sabe com aqueles (as) que queiram ler alguns deles.


Se quiser algum livro emprestado, passe por AQUI e saiba como.


Essa história de livros e leituras começou bem cedo, uma pessoa que teve bastante influência nisso foi o meu avô.


Sr. Manoel Ferreira da Cruz era um devorador de livros e mesmo chegou a escrever dos seus, poesias... Quando ele ia pra nossa casa, ficava lá, horas e horas no sofá lendo de tudo o que lhe caísse nas mãos.
Meu avô estudou apenas até a 4a série, mas essa escolaridade toda lhe dava muito crédito nas muitas fazendas de café por que passou no Paraná, sempre trabalhando como "administrador". Esse trabalho, claro, jamais rendeu grana nenhuma ao camponês. Em compensação sua disposição à leitura me deixou das melhores heranças.
Me lembro de quando, ao começar a aprender a decifrar as primeiras letras, eu ficava lendo até o que estava escrito no pote da manteiga. A fama de leitor do meu avô me dava pistas do que fazer pra ser uma menina "esperta" (professor Girafales também sabiamente já dizia ao Chaves: "Quer ser alguém na vida? Devore os livros!").
Mas meu primeiro livro mesmo aprendi a "ler" sem nem mesmo ser alfabetizada. Como meus pais o liam pra mim, eu o decorei e então ficava passando as páginas e "lendo" como se já o soubesse fazer...

O resmungão do Donald não é assim lá um clássico da leitura, nem "um dia de azar" pode ser lá muito estimulante, mas eu ainda o guardo de recordação.
Depois veio uma assinatura das revistinhas da Turma da Mônica, a Coleção Vagalume da Biblioteca da Escola, os livros espíritas da Zíbia e do Chico, os livros da Faculdade, os livros recomendados e emprestados dos amigos... tem algum aí pra me emprestar você também?

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Em Casa…

Dia 25 chegamos em casa… também é sempre bom voltar…

Ainda estamos nos ajeitando por aqui, a casa continua bagunçada, e a cabeça também ainda digerindo a viagem e reorganizando a rotina, jajá voltamos ao trabalho.

Por hora já temos todas as fotos no ar, clicando AQUI!!!
Vamos tentar recuperar as postagens com a atenção que cada dia de viagem merece, com dicas, observações, comentários…

Abraços a tod@s que passaram por http://www.ciclosletrasequintais.wordpress.com/!

Até breve!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo Uruguaio!!!


Passagens compradas e já estamos arrumando as malas!!! Dia 04 de janeiro embarcaremos para as "Terras Hermanas", devidamente paramentados com nossas bicicletas, é claro!
Esse blog abrirá espaço para um novo blog: "CICLOS, LETRAS E QUINTAIS" passará a hospedar as viagens minhas e do Flávio. Tentaremos atualizá-lo durante a viagem, como forma de comunicação com familiares, amigos e demais interessados, se você se enquadra em uma dessas categorias, passe por lá e nos deixe uma mensagem! Ficaremos felizes em recebê-los em nossa nova casa virtual.
Do mais, boas festas e bons pedais para tod@s!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Ressignificando.


Vovó Eva Quando eu era pequena, meu avô me contava histórias. Muitas delas falavam de mulheres que tinham vivido tempos atrás, mulheres heróicas que aprenderam coisas importantes por meio de seus erros. Havia Sara, cujo marido chamava-se Abraão; Raquel, esposa de Jacó; e Ester, que era rainha. Só depois que ele morreu fui descobrir que aquelas histórias eram do Gênese, contadas por um rabino ortodoxo erudito, de barbas brancas, a uma devotada neta, filha de dois jovens socialistas agnósticos. A história de meu avô sobre vovó Eva e a serpente é ana verdade uma história sobre a importância da vida interior. No começo da história, vovó Eva é uma menininha, e vive de um modo bem parecido com o que eu vivia na época. Deus é o Pai e, como todos os pais, provê o alimento, o abrigo e todas as coisas necessárias à vida. Em troca, Eva obedece-lhe da mesma maneira que eu devia obedecer ao meu pai. A vida prossegue no jardim, muito parecida dia após dia. Pede-se muito pouco a Eva. Todos os animais e plantas vivem ali junto com ela, inclusive uma árvore muito bela, no centro do jardim, chamada Árvore da Sabedoria Divina. Deus deu a Eva orientações bem precisas com respeito a essa árvore. Ela pode comer os frutos de todas as demais árvores, mas os frutos desta são proibidos. De início ela aceita isso sem questionar, muito embora a própria finalidade da vida possa ser crescer em sabedoria. Com o passar do tempo, muito embora o jardim não mude, Eva muda. Começa a crescer, a tornar-se adolescente. Certo dia, ao passar pela árvore mais bela, uma serpente enrolada em seus ramos lhe diz: “Eva, eis uma das maças desta árvore. Por que não a come?” Naquele momento, meu avô sempre explicava que a serpente não era realmente uma serpente, mas um símbolo da ânsia humana por sabedoria, o poder sedutor do desconhecido e a infinita fascinação que o misterioso exerce sobre os seres humanos. A serpente é o primeiro mestre, e fala àquela parte de Eva que já não é mais uma menininha, mas alguém que busca. Eva lembra o que Deus pai disse. O fruto da árvore é proibido. Mas Eva é uma adolescente. Como a maioria das pessoas de sua idade, ela precisa descobrir por si mesma. Eva sente o magnetismo da maça. Atraída por ela, estende a mão para pegá-la, dá uma mordida. Aquilo que comemos torna-se parte de cada uma de nossas células e fica entremeado na própria estrutura de nosso ser. “Aquela maça não é diferente de qualquer outro alimento”, disse meu avô. Quando vovó Eva a come, a sabedoria de Deus torna-se parte de sua vida interior, uma sabedoria santa que ela carrega dentro de si, e não algo com que ela fala fora de si mesma. Ela agora traz a voz de Deus dentro de cada uma de suas células, como uma pequena bússola. Como seus descendentes, nós a trazemos também. Comer a maça possibilitou uma enorme mudança no modo de vida de vovó Eva. Ela não precisava mais viver na casa de Deus, na estufa, para estar segura. Pôde deixar aquele ambiente protegido porque trazia Deus consigo. Podia ouvir Deus se desejasse ouvir. Ao comer a maça, ela se tornou adulta e adquiriu a liberdade que tem o adulto de sair para um mundo de complexidade, aventura, responsabilidade e mudança. Para ter sua própria vida e fazer suas próprias escolhas. Como acontece com a maioria das crianças, os aspectos literais da história me preocupavam. “Mas vovô”, perguntei, “por que Deus disse a vovó Eva que ela não devia comer a maça se não era verdade?” Uma das características mais magníficas de meu avô era não mudar sua resposta a uma pergunta só porque a pessoa que a fazia era muito jovem. Ele me respondeu como se eu fosse uma colega estudiosa da Cabala. “Nashume-le”, disse ele, “essa é uma questão dificílima, uma questão que exige muita reflexão. A Bíblia está cheia de imagens de Deus. Deus como um pais autoritário, Deus apaixonado, Deus zangado, Deus ciumento, Deus fiel, Deus amoroso. Em um trecho Deus está caminhando sobre a terra, em outro seu sopro agita as águas. Em outro, ainda, ele é uma coluna de fogo. Mas Deus não é nenhuma dessas coisas. Essas coisas são imagens de Deus na mente dos homens. Para conhecer Deus talvez seja preciso questionarmos todas essas coisas”. O Deus em nosso interior parece demandar um tipo de atenção íntima dia a dia, momento a momento, em vez de apenas uma simples obediência. Eu tinha pena de vovó Eva. Isso me parecia ser muito mais difícil do que a obediência. A complexidade do mundo real exige que lutemos para ouvir o sagrado e que desenvolvamos a responsabilidade pessoal de viver de modo apropriado. Exige que nos mantenhamos acordados. Vovô apresentou-me Eva como uma pessoa adulta, em vez de uma pecadora. Só anos depois fui ouvir a versão oficial da história. Talvez agora haja algo para nós na versão de meu avô. Temos esperado muito de nossos especialistas e autoridades, de nossos médicos, políticos, técnicos e educadores, até mesmo de nossos rabinos, ministros e padres. Oferecemos a eles obediência, na esperança de que se disponham a responsabilizar-se por nos dar uma vida apropriada. É hora de encontrar o lugar de graça em nosso interior.



De Raquel Naomi Remen - Histórias que curam, conversas sábias ao pé do fogão.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Bonde do ABC para a Rota Márcia Prado


A Bicicletada ABC fechará seu primeiro ano de atividades com chave de ouro!!! E nos juntaremos a Massa de Ciclistas que querem ter o direito de chegar à praia de bicicleta com segurança (o que já é garantido por lei mas não é implementado pelas “autoridades”), aproveitando as belezas da serra... e não o trânsito caótico dos carros.


Data: 18/12/10 (Sábado)

Locais e horários:

Santo André: Praça d@ Ciclista (Avenida Perimetral entre a Padaria Central e um posto de gasolina desativado/ Rua Cel Alfredo Flaquer X Rua Cel. Fernando Prestes);
Concentração às 5:30h e saída às 6:00h

Mauá: Estação de trem do Guapituba (Ao lado do Parque Ecológico)
Concentração às 6:30h e saída às 7:00h

Ribeirão Pires: Estação de trem de Ribeirão Pires (Centro Alto)
Concentração: às 7h e saída às 7:30h;

Se não conseguir avisar de seu comparecimento, mas quiser ir conosco, é só chegar no local no primeiro horário indicado, se chegar atrasado, vá para o próximo ponto de encontro!

Para participar das discussões da Bicicletada ABC se inscreva no grupo:
https://groups.google.com/group/bicicletada-abc?hl=pt-br

Mais informações sobre a Rota Márcia Prado: http://www.ciclobr.com.br/rota_marcia_prado.asp


Veja como foi nossa pedalada EM 2009!

Até lá!